
Erzsébet Báthory nasceu no dia 7 de agosto de 1560, em Nyírbátor, que até então fazia parte do Reino da Hungria, território hoje pertencente à República Eslovaca.
Erzsébet cresceu numa época em que os turcos conquistaram a maior parte do território húngaro. A área era também dividida por diferenças religiosas, a família Báthory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano. Ela cresceu em meio à guerra e a violência.
Teve uma infância perturbada, sofria de doenças repentinas, acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável.
Vaidosa e bela, ficou noiva aos onze anos de idade do conde Ferencz Nádasdy. Ele era militar e se ausentava frequêntemente por algum tempo, e Erzsébet era obrigada a tomar conta do castelo onde moravam. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se.
Frequentemente, ela torturava seus criados que não a serviam como ela queria, mesmo que muito pequena fosse a falta. Na época, o comportamento cruel e arbitrário era comum com os criados, mas o comportamento de Erszébet era notório, espetava alfinetes em vários pontos sensíveis de suas vítimas, no inverno, fazia-nas andar sem roupas pela neve, jogando água fria sobre seus corpos até morrerem congelados.
O seu marido a ajudava em seu comportamento sádico, lhe ensinando até novas modalidades de punições, como despir o corpo de uma muher, cobrir o corpo com mel e deixá-la à mercê dos insetos.
O conde Nádasdy morreu em 1604, e ela se mudou pra Viena, onde cometeu seus atos mais famosos e depravados.
Diz-se que certa vez, enquanto uma criada penteava seus cabelos, ela os puxou de leve acidentalmente. Erzsébet virou-de para ela e espancou-a. O sangue espirrou e algumas gotas cairam na sua mão, ela os esfregou e pareceu-lhe que essas a rejuvenesciam, a partir daí ela começou a tomar banho no sangue humano.
Matava jovens meninas que eram atraídas para o seu castelo para tirar-lhes o sangue e banhar-se. Tinha a ajuda de alguns de seus criados.
Um dia, quando seu primo entrou em seu castelo e a flagrou em um de seus estranhos banhos, Erzsébet foi presa, e seus bens foram confiscados, tal qual o dinheiro que tinha para receber de seu falecido marido pelo rei. Os criados que a ajudavam, tiveram pena de morte.
Ela morreu em 21 de agosto de 1614, após sua prisão.
Acredita-se que ela matou mais de 630 jovens, por encontrarem sua agenda, onde mantinha os nomes das vítimas esritas com sua própria letra.
