Esse poema, foi o que a minha mãe fez.
"Nesse novo dia" Bernardete Paloschi 09/04/1986
Prometa a sí mesmo
ser tão forte
que nada perturbe a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e prosperidade
a cada pessoa que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos
que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada coisa
e conseguir otimismo por meio dele.
Pensar somente o melhor,
trabalhar somente pelo melhor
e esperar somente o melhor.
Ser tão entusiasta pelo êxito dos demais
como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado
e insistir para conseguir grandes realizações no
futuro.
Exibir um aspecto atraente em todo o tempo
e obsequiar cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto tempo a seu melhoramento pessoal
que não sobre tempo para criticar os outros
Ser demasiado grande para preocupar-se,
demasiado nobre para irar-se
e demasiado feliz para permitir
a presença de problemas que perturbem sua
fé.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Poemas
Quando eu era pequena, minha mãe sempre declamava lindas poesias pra mim. Algumas, que ela tinha feito, outras de autores gaúchos.
Vou tentar copiar algumas aqui, porque foram coisas que marcaram muito a minha infância.
"Faz tanto tempo" de Luiz Menezes
"Era uma lavadeira
que deixava as roupas bem alvas
Perfumadas de limpeza.
Tinha as mãos muito judiadas
muito brancas e enrugadas
da sanga das madrugadas
no inverno da campanha.
Mãos mais velhas que a velhice
que só sentiam carícias
quando se uniam na prece.
Quando alguém lhe perguntava
qual era bem a sua idade
o seu olhar derrepente
tinha um clarão inocente
Respondia ingênuamente
que não soubera contar.
Era uma lavadeira. . .
Faz tanto tempo no entanto
não sei porque derrepente
me veio a imagem inocente
da velhinha Margarida.
Que só sabia lavar, passar, e secar
sem chorar.
E a própria mágoa afogar
no arroio grande da vida.
E hoje quando olho o céu
e vejo as nuvens branquinhas
fico pensando, pensando
numa lembrança perdida.
Por certo foram lavadas, enxugadas e passadas
por duas mãos enrrugadas
da velhinha Margarida."
Vou tentar copiar algumas aqui, porque foram coisas que marcaram muito a minha infância.
"Faz tanto tempo" de Luiz Menezes
"Era uma lavadeira
que deixava as roupas bem alvas
Perfumadas de limpeza.
Tinha as mãos muito judiadas
muito brancas e enrugadas
da sanga das madrugadas
no inverno da campanha.
Mãos mais velhas que a velhice
que só sentiam carícias
quando se uniam na prece.
Quando alguém lhe perguntava
qual era bem a sua idade
o seu olhar derrepente
tinha um clarão inocente
Respondia ingênuamente
que não soubera contar.
Era uma lavadeira. . .
Faz tanto tempo no entanto
não sei porque derrepente
me veio a imagem inocente
da velhinha Margarida.
Que só sabia lavar, passar, e secar
sem chorar.
E a própria mágoa afogar
no arroio grande da vida.
E hoje quando olho o céu
e vejo as nuvens branquinhas
fico pensando, pensando
numa lembrança perdida.
Por certo foram lavadas, enxugadas e passadas
por duas mãos enrrugadas
da velhinha Margarida."
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